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Hoje é a vez da área que eu gosto mais: biotecnologia. Não aquela biotecnologia onde só se mexe com genética, mas a dita Bioinformática e Robótica.
Encontrei duas reportagens que falam de utilização da robótica e informática e medicina. Uma delas tem relação com mundos fantásticos, como X-Men (para aqueles que leram), e Issac Asimov, com o romance “Viagem Fantástica”, que até originou um filme antigo, da década de 90 se não me engano.
O que acontece é que cientistas israelenses criaram um microrrobô, com um milímetro de diâmetro, capaz de circular pela corrente sangüínea. Embora o uso do microrrobô ainda não esteja totalmente claro, acredita-se que ele poderá auxiliar, por exemplo, na detecção precoce de tumores de próstata e de metástases em diversas partes do corpo humano.
O mecanismo foi desenvolvido pelos pesquisadores Oded Salomon, do Instituto Technion, de Haifa, e Nir Schwalb, da Faculdade da Judéia e Samária, em Ariel.

"Pela primeira vez uma miniatura de robô foi planejada e construída com a habilidade única de circular nas veias e artérias humanas", disse Nir Shvalb em entrevista ao jornal Haaretz.
Outro caso da Bioinformática consiste na implantação de um microchip no corpo humano por um grupo de cientistas, onde seria estudada a possibilidade de armazenar dados médicos, que seriam implantados na pele dos pacientes, segundo a Associação Médica Americana (American Medical Association).
Estes microchips, do tamanho de um grão de arroz e inseridos por uma agulha, poderiam dar aos médicos todas as informações necessárias sobre os pacientes que sofrem de enfermidades crônicas, em caso de urgência, explicou a o informe elaborado pelo comitê de ética da Associação.
Introduzir estes aparatos poderia "melhorar a coordenação e a continuidade dos cuidados" e permitiria "a redução dos riscos (...) de erros médicos", destacou o informe. Estas "etiquetas inteligentes", que funcionam segundo o procedimento tecnológico da identificação por radiofreqüência, já são utilizadas fora do mundo da medicina por distribuidores para acelerarem os processos de entrega de produtos de consumo.
O sistema, que pode melhorar "a segurança e a eficácia" dos tratamentos, também pode apresentar riscos físicos e pôr em perigo o regime confidencial da relação com os pacientes, alerta a Associação.
Os chips são fabricados para serem mantidos num determinado local, mas devido ao seu tamanho demasiadamente pequeno, poderiam ser deslocados no interior do corpo humano.
Outra desvantagem possível é o fato de poderem provocar interferências com aparelhos elétricos, como desfibriladores. Ainda não se sabe qual seria o impacto dos chips sobre medicamentos prescritos.
Agora, para esse segundo caso, o mais interessante é que já é utilizado há tempos um sistema de identificação de animais via microchips. Não ocorre nenhum tipo de rejeição, normalmente, e é aplicado esse tipo de identificador sub-dermicamente. Eu mesmo, em 2006, estava trabalhando com tubarões, mais precisamente o tubarão-limão (Negaprion brevirostris), e implantávamos pequenos chips com números específicos.
Esses chips, quando passávamos um leitor perto da primeira nadadeira dorsal do animal, nos fornecia o número de identificação dele, possibilitando assim verificar quando foi primeiro capturado o animal, e naquela época, seu peso, tamanho e outras informações.
Eu tenho que admitir, neste período eu estava bem propenso em colocar um desses chips no meu braço. Já pensaram? Se ocorre algum problema comigo, onde não é possível identificar minha arcada dentária, nem meu rosto, nem nada, pelo menos poderiam pegar meu número!!!! Hehehehe
Mas a idéia é boa... Caso ocorra algum acidente onde não será possível conversar com o acidentado, a melhor opção seria pegar os dados que contém no chip.

criado por Rodrigo R. Bammann
12:45:28