Acabei de ler um artigo de Gary Marcus, professor de psicologia da Universidade de Nova Iorque e autor do livro “Kluge: The Haphazard Construction of the Human Mind.”. Neste artigo, ele fala sobre nossa memória, o quão ela é boa, porém nos falha bastante. Muito interessante o artigo, porém acho que a abordagem que ele faz não é completa.
Ele faz mais que uma comparação da nossa memória com o computador. Ele considera a possibilidade de termos um chip de memória no nosso cérebro, falando que assim teremos uma capacidade de lembrar dados de forma mais eficiente. Atualmente, nossa memória muitas vezes pode nos dar informações cruzadas com outros dados.
Bom, ele não diz lá no artigo, mas isso ocorre por causa de "ruídos" no nosso processamento de informações. Esses ruídos acontecem por alguns motivos: a transmissão de dados de um neurônio para outro ocorre com perdas de energia, um neurônio pode transmitir os dados que acabou de receber para um lugar não planejado, ou então parar a transmissão, ou até começar uma nova do nada. Para evitar isso, ocorre a formação de redes neuronais, onde um neurônio pode ramificar para vários outros, e pode receber ramificações de vários outros.
Eu, apesar de ser bem interessado no desenvolvimento da cibernética, acho que a aplicação de um chip de memória será meio limitada para nós. Podemos sim melhorar a capacidade de recapturar, reutilizar dados mais precisamente, porém os dados que ficarem no chip acredito que não sofrerão modificações, causadas normalmente pelos ruídos. Assim sendo, não existirá a criatividade.
A não ser que o chip possa sofrer variação com influências do álcool... heheh