Bom, há tempos neurocientistas tentam descobrir uma fórmula única que possa prever várias situações que ocorrem no cérebro nosso. Algo parecido com E=mc² na física. Uma fórmula que dá para colocar em camiseta, e achar legal.
Ainda não conseguiram, e demorará muito tempo para isso. Mas ao menos estão em um caminho interessante. Karl Friston e colegas começaram a ligar o jeito que a mente funciona com a análise Bayesiana. Basicamente, a análise Bayesiana possibilita prever o resultado que se obterá, a partir do retorno dos dados parciais. Um exemplo é a capacidade de se prever o que alguém está falando, quando o som não aparece tão claro para gente. No começo da conversa, não fazemos idéia do que a pessoa está falando, mas com o tempo, recebendo algumas informações, conseguimos prever o que o outro está dizendo.
A idéia em sí ainda não é aceita na comunidade, ainda mais sendo bem recente. Porém ela já mostrou ser bem impactante, e animou muita gente a achar que poderemos ter uma fórmula tão conceituada quanto à da Relatividade de Einstein.
Mas o que me deixa triste é o fato que não muito tempo atrás, ao ler sobre a análise Bayesiana, eu pensei "Olha, não é o jeito que pensamos e avaliamos?". E outro dia pensei na palavra "neuroentropia", achei que seria legal. Mas no mesmo artigo que fala do Friston, eles fazem uma referência à entropia e a ligação dela com a neurociência. É... parece que sempre tenho as idéias, mas alguém já a teve, mesmo que há pouco tempo =]. Será que alguém pensa em colocar as fórmulas da Lógica Fuzzy para analisar efeito de drogas anti-depressivas?