Neuromancer - A Selvageria da Ciência

Curiosidades e fatos da biologia e outras áreas, com direito a discussões.

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Terra Blog

Categoria: Discussões

17.03.08

Questões Complexadas - Parte III

categorias: Discussões
Um pouco mais sobre a questão de indivíduo. Porém agora enfocaremos evolução, para ficar mais complicado ainda a explicação, heheh.

Bom, está muito na moda falar sobre genética, evolução, teoria do melhor adaptado ao ambiente. Mas a pergunta que eu vi por aí, é se quem sofre evolução é a espécie, ou o gene. Bom, novamente depende do enfoque. Qual sistema estamos querendo tratar como indivíduo?

Independentemente, os dois sistemas estão interligados. Mas iremos explicar uma questão. O gene, dependendo de como está configurado, interfere na capacidade da espécie de sobreviver, chamdado de fitness. Assim sendo, se o grupo está bem adaptado ao ambiente, o gene irá prevalecer, nos permitindo então calcular o fitness dele próprio. Como a princípio o gene tem desejo de sob reviver e se propagar, ele tentará modificar seu “substrato” para que esse sobreviva. A pergunta que fica é, se a idéia do gene é se manter, o que mudou seu comportamento para que evoluísse? Levando-se em consideração que existem seres simples até hoje (bactérias), por que houve essa necessidade de modificação?

Tentarei responder isso em algum tópico mais adiante, afinal essa área não é meu forte =]. Quero agradecer Luis Fernando Alvarez, pela ajuda nas informações, e vou deixar aqui uma explicação da área que ele gosta.

Ecologia genética é a extensão do conhecimento moderno em genética molecular, para estuary a viabilities, expressão do gene, e movimento do mesmo, em ambientes naturais como solos, aquíferos, e sistemas digestivos. Inclui também o estudo da trasnferência horizontal de genes, transposons, entre outros. O estudo espera resulted relevantes para evolução, biodiversities e biossegurança.

Abraços a todos!

11.03.08

Neuroplasticidade

categorias: Discussões
Como dito anteriormente, eu irei falar sobre neuroplasticidade. Bom, ela nada mais é que a mudança na organização das redes neuronais. Pode ocorrer por causa de experiências, aprendizados, ou acidentes também. E se encontra presente durante toda nossa vida.

Basicamente, o que ocorre entre neurônios é uma competição. Teoria de Darwin entre neurônios. Acho que isso é mais que motivo para achar neurociências muito interessante!

O processo de competição ocorre entre os próprios neurônios, os axônios (extensões das células), ou nas fendas sinápticas (espaço entre um axônio e outro neurônio). O que temos é, quando um neurônio se ramifica para outro, este segundo libera um fator neurotrófico, o qual evita que o primeiro passe por uma apoptose (morte celular). Quanto mais o primeiro neurônio ramificar o segundo, menor será a chance dele morrer. Isso também ocorre entre neurônios e outros tecidos, como o músculo. Os tecidos então é que liberariam esse fator de crescimento.

Mas o fato de um neurônio ser ramificado por vários outros, pode ocorrer o que chamam de ruídos nas transmissões. Ou seja, este neurônio teria muita informação chegando. A solução então é dar privilégio às informações realmente necessárias, liberando então os fatores tróficos somente às conexões úteis.

Essa plasticidade tem como nome Refinamento ativo-dependente de Redes Neurais. Muito útil quando se quer esquecer alguma coisa!

05.03.08

Neurogênese em adultos

categorias: Discussões
Andei percebendo que um conceito científico que há algum tempo foi bueiro abaixo, ainda se encontra forte nas pessoas por aí afora. É a idéia de que depois de velho não temos mais como recuperar neurônios, as células que transmitem informações no cérebro.

Bom, não é verdade. Desde 1998, com Eriksson, Gould e outros pesquisadores, a comunidade científica está mais convencida que neurogêse ocorre sim, em adultos. Mesmo tendo alguns pesquisadores falando que na verdade as descobertas estão relacionadas às glias, as células que dão suporte e nutrição aos neurônios, assim como participam de transimssão de sinais, entre outras funções.

A neurogênese está relacionada a novos aprendizados, manutenção de memória, e também a neuroplasticidade (que irei discutir em outro tópico). Apesar de muitos dos novos neurônios morrerem logo após “nascerem”, alguns se mantém, e criam conexões com neurônios adjacentes.

O que possibilita o desenvolvimento dessas novas células, é um ambiente rico de informações, exercícios, e variabilidade de atividades. Para quem é depressivo, antidepressivos estão demonstrando possibilitar também a neurogênese, uma demonstração da veracidade da teoria de rede neuronal e depressão.

Outra questão que ativa a neurogênese, é a recuperação de células depois de um fim de semana com beberagens alcóolicas. Artigos demonstram que ocorre proliferação de células neuronais para recovered o que foi perdido, mas não exagerem na bebida, porque assim o corpo não recuperará tudo!

01.03.08

Questões complexadas - Parte II

categorias: Discussões
Muitos biólogos e pessoas que de alguma forma obtém conhecimento dessa área, são bem familiares ao conceito de Espécie. Não no sentido do que realmente define uma espécie. Isso é uma controvérsia existente até hoje na Biologia. Uma área considera espécie somente aqueles que se reproduzem em ambiente natural, outra aqueles que produzem decendentes férteis, e por aí vai.

O que quero falar, é sobre um pequeno detalhe que disse no parágrafo anterior. O conceito de espécie é definido por uma entidade, ou um grupo de indivíduos?

No primeiro parágrafo, eu disse “somente aqueles”, definindo espécie como um grupo de indivíduos. Porém, quando falamos em Filogenia (estudo das relações de parentesco entre espécies), os familiarizados em Biologia discutem espécie como um indivíduo. Aqueles que já correram uma Chave de Identificação, sabem que para definir a espécie do indivíduo que se encontra em mãos, as medidas ou comportamentos ou cor ou qualquer outra característica devem se encontrar dentro de uma variação definida pela Chave.

Pois bem. Se lidamos com indivíduos, então o conceito de espécie entra na definição de grupo de indivíduos. Entretanto, quando alguém comenta sobre o leão, claramente a definição de espécie é de um só indivíduo.

Eu quis escrever isso, pois toda essa discussão se encontra no mesmo livro dito anteriormente, de Sunny Y. Auyang. Essa idéia de espécie, como explicitado, é comum para biólogos e afins, mas a autora do livro comenta sobre a confusão toda da Biologia. Sim, verdade que ainda apresentamos falhas, e não conseguimos definir direito certas coisas, mas ao menos não olhamos as espécies como meros números e fórmulas matemáticas. Como ela mesma disse, ao ler sobre uma parte do teorema da sobrevivencia do mais forte, ela achou que estava lendo sobre Economia.

Mas mesmo assim, o livro é bem explicativo. Eu deixo aqui, então, minha indignação à falta de tato biológico da autora.

28.02.08

Questões complexadas - Parte I

categorias: Discussões
Bom, depois de muito tempo voltei a ser um Digimon, e novamente apresento uma entidade fictícia e digital. E agora com isso, posso voltar a escrever aqui no blog. E encher mais ainda a paciência de quem lê aqui.

Estava eu lendo outro dia um livro sobre Sistemas Complexos, quando uma afirmação da autora me chamou muito a atenção. Todo mundo sabe que dois corpos não ocupam o mesmo lugar. Se eu tentar sentar no mesmo espaço onde meu irmão está, no sofá, vai ter briga. Isso é normal.

Agora, o que muita gente não sabe, ou não parou para pensar, é na outra questão dessa regra. Se dois corpos não ocupam o mesmo lugar, significa que em uma determinada posição só existe um corpo. “D´uh!”, vocês me falam. “Óbvio que tem um só corpo!”

Nem tanto, nem tanto. Há algum tempo atrás, cientistas estavam proclaimed que conseguiram manter um átomo em duas posições ao mesmo tempo. Oras, segundo a teoria, o que caracteriza um átomo é sua estrutura e posição em um determinado momento. Se o mesmo átomo se encontra em dois locais em determinado momento, então estamos lidando com dois átomos, que possuem estruturas muitissimo semelhantes, porém sua outra característica é diferente. O que podem ter observado, átomos que possuem uma velocidade superior à da luz.

Legal aos cientistas que conseguiram a proeza, mas acredito que não foram muito mais adiante do que aquilo, pois nunca mais escutei algo a ver.

Para quem quiser saber do livro, Foundations of Complex-System Theories, de Sunny Y. Auyang.

Abraços, e valeus para quem ainda lê aqui!