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Deparei-me hoje com uma notícia um tanto quanto engraçada. Na Alemanha foram colocados ao público o resultado de dois cruzamentos incomuns no reino animal: um de tigre com leão e outro de zebra com cavalo.
Digo incomuns pois na Natureza, em ambiente onde tais espécies se encontram, não ocorrem esses tipos de cruzamentos. Mas o ser humano, do jeito que é curioso, acaba possibilitando esses encontros amorosos "interraciais". E olha que não rola briga entre as famílias dos casais!
Bom, chega de besteira: no caso do "Liger" (leia-se laiguer), um nome híbrido como o animal, ocorreu no zoológico privado Arca de Noé, localizado na vila de Groemitz, na costa alemã do mar Báltico. Eles apresentaram nesta terça-feira dia 17 de julho o híbrido Bahier, uma cruza de um leão com uma fêmea de tigre.

Nosso querido Bahier nasceu em 1990, e desde então vive normalmente no zoológico. Se é que um Liger pode viver normalmente... hehehe.
Quanto ao outro cruzamento, a "egüebra" ou "zégua" Eclyse nasceu no zoológico do parque safari Stukenbrock, na Alemanha, fruto do relacionamento entre uma zebra fêmea e um cavalo.
Normalmente, as cruzas entre cavalos e zebras costumam resultar em animais com o corpo totalmente listrado. A gravidez das zebras dura entre 365 e 375 dias, enquanto a das éguas é de 330 dias. No entanto, ninguém sabe quanto tempo a mãe de Eclyse esteve prenhe.
Sabe-se que já na época colonial houve cruzamentos das duas espécies de Equidae na África, e até hoje a prática é comum. No Quênia, por exemplo, os animais são criados para passeios turísticos.
Nos Estados Unidos, os "zebralos" são criados como hobby e para monta. Quase sempre, os pais são um garanhão zebra e uma égua, já que cavalos costumam ser mais dóceis que zebras.

Eclyse parece ter herdado o impetuoso temperamento africano da mãe, mas os tratadores do zoológico Stukenbrock vêm conseguindo domá-la. A idéia agora é encontrar um companheiro para ela, já que tanto zebras quanto cavalos são animais que vivem em tropas.
Bom, o maior problema em encontrar companheiros para ambos animais, é a grande possibilidade deles terem nascidos inférteis. Isso ocorre porque na grande maioria desses cruzamentos incruzáveis, os doadores dos respectivos códigos genéticos possuem um n (número de cromossomos) diferentes um do outro. Com isso, ao parear os cromossomos, alguns se encontrarão isolados. Consequentemente, na divisão meiótica, a célula se encontrará um tanto quanto confusa, fazendo com que não seja possível a produção de gametas.
Exemplo desses cruzamentos de produção inférteis seriam, os mais comuns para os brasileiros, os jumentos, que são descendentes inférteis da mistura entre burros e cavalos.
Para curiosidade, existe uma espécie de golfinho, chamada de Tursiops tursiops, que para muitos pesquisadores brasileiros é considerada beeeem promíscua. Já foi notificado tentativas de acasalamento dessa espécie com outras de golfinhos brasileiros, porém ainda não foi descoberto algum descendente desse ato transgressor... =]
Enfim, esse último sim é algo interessante, pois não é comum encontrar na Natureza alguma relação amorosa interespecífica.
Mas que o zebralo é bonito, bom, isso não se pode negar. E tem aqueles que irão gostar do Liger...
criado por Rodrigo R. Bammann
13:46:43